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18 de Agosto de 2026

Terras raras: o desafio brasileiro não é apenas extrair, mas processar e agregar valor

Plenária de Mineração e Metalurgia da ABM Week 10 debate como o Brasil pode tornar-se uma potência no setor e deixar de desempenhar apenas o papel de exportador de matéria-prima

Fonte: Assessoria ABM


O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta, com 22 milhões de toneladas estimadas, e apresenta grande potencial para se desenvolver como um dos players globais do setor. As oportunidades tornam-se ainda mais estratégicas atualmente, uma vez que os 17 elementos químicos que compõem o grupo estão no centro de uma disputa internacional e colocam em posição favorável os países que contam com abundância desses recursos naturais. No entanto, atualmente, o Brasil ainda figura apenas como produtor e exportador de terras raras, e carece de políticas e planos concretos para agregar valor aos minerais.

“Nós já conhecíamos o potencial das terras raras há algumas décadas, mas a situação geopolítica atual causou uma mudança radical em sua relevância. Isso porque os elementos que estão nesse conjunto são importantes para a defesa dos países, compõem eletrônicos de alta tecnologia, como computadores e drones, e são necessários para planos de transição energética, estando presentes na geração de energia eólica e em carros elétricos, por exemplo”, explica Vânia Lúcia Andrade, membro do Conselho de Administração da ABM.

Dessa forma, deter essas reservas é decisivo, mas não é suficiente para tornar o Brasil numa das potências ligadas ao processamento de terras raras, explorando todo o potencial de desenvolvimento nacional vinculado a esses minerais críticos. Ao mesmo passo que avanços nesse sentido são necessários e importantes, num contexto geopolítico de intensa disputa por essas matérias-primas, decisões internas precisam ser tomadas de forma estruturada, de modo a tornar o país competitivo e em posição sinérgica com o cenário global. Emerge, portanto, uma necessidade de questionar quais são os caminhos possíveis para agregar valor à produção de terras raras no Brasil, o que a 10ª edição da ABM Week irá trazer à tona em uma plenária específica.


Plenária sobre terras raras

Diante deste contexto, em que a demanda por minerais críticos cresce e a transformação desses elementos torna-se um desafio, a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) realiza, durante a ABM Week 10, principal evento técnico-científico e empresarial da América Latina nas áreas de metalurgia, materiais e mineração, sua plenária de Mineração e Metalurgia com o tema “Terras raras: oportunidades e desafios para o Brasil”. O foco é debater o potencial e as perspectivas do país, além dos principais desafios tecnológicos e regulatórios que deverão ser enfrentados para que o Brasil se posicione como um player global na produção de bens estratégicos do setor.

“O Brasil está em uma posição privilegiada, nosso subsolo é rico em alguns minerais considerados críticos. Além disso, somos vistos como uma nação estável e que se apresenta com uma política externa amigável, o que abre oportunidades de negócios”, defende Vânia, citando os pontos positivos do contexto interno. No entanto, segundo a especialista, existem também desafios: “temos a oportunidade de vender as terras raras não apenas em sua forma primária, mas também de realizar alguns processos no nosso país. A discussão, porém, é entender até que ponto seremos competitivos nessa cadeia. Isso não é simples, porque exige tecnologias que poucos países dominam”.

De acordo com a membro do Conselho de Administração da ABM, a plenária será uma oportunidade para estudantes, pesquisadores, profissionais e gestores de empresas, interessados direta ou indiretamente pela cadeia de terras raras no Brasil e no mundo, se atualizarem sobre os temas, assistindo a discussões conduzidas por especialistas. “O objetivo é demonstrar a relevância que a mineração tem para um país e, também, discutir estratégias para o Brasil, o que é importante neste momento em que cada vez mais nações buscam estratégias comerciais para adquirir minerais críticos”, resume.

A plenária terá como palestrantes grandes nomes da academia e da indústria minero-metalúrgica, que vêm acumulando experiências e papéis importantes na evolução desse tema no país, tornando-se porta-vozes e debatedores relevantes para o cenário. Os convidados são Marcelo de Carvalho, vice-presidente do Conselho da Associação de Minerais Críticos; Fernando Landgraf, professor titular da Escola Politécnica da USP; Erwin Franieck, secretário da Rede Colaborativa MiBi (Made in Brasil Integrado); e Flávio da Mota, chefe do Departamento de Indústrias de Base e Extrativa do BNDES.

“A plenária busca debater as terras raras em toda a sua complexidade, sem propor respostas simples e superficiais para um assunto complexo. Iremos abordar o assunto por múltiplas frentes, apresentando debates sobre tecnologia, financiamento e pesquisa. Temos que ser inteligentes e pensar estrategicamente neste assunto, para assim aproveitarmos a nossa riqueza”, finaliza Vânia.


Serviço | Plenária de Mineração e Metalurgia

Data: 9 de setembro de 2026

Horário: 16h30-18h30

Local: Auditorium Gerdau. Pro Magno Centro de Eventos, Av. Professora Ida Kolb, 513, Jardim das Laranjeiras, São Paulo, SP

Informações: https://abmbrasil.com.br/evento/abm-week-10

A 10ª edição da ABM Week tem a Gerdau como anfitriã e conta com o patrocínio das seguintes empresas: ArcelorMittal, DME Engenharia, Primetals, SMS group, Ternium, Usiminas, Vale, Bruker, Shinagawa, Acre, Aperam, Aplan, Carboox, Danieli, HWI – a member of Calderys, Ibar, Tecnosulfur, Reframax, RHI Magnesita, Vesuvius, Aldak Tenologia, Autron, AVB, Beda/Lechler, BRC, BRX Sistemas, Clariant, Contemp, Danfoss, EnergyTech, GE Vernova, GMI, Harsco, Jenike & Johanson, JK Global, Kaefer RIP, Kuttner, Lhoist, Maud Group, Nalco Water, NSK, Nouryon, Phoenix Global, Polytec, Ramon, Yantai Refra, Rimac, Russula, Tractian, Vika Controls, Wisdri, ABB, AçoKorte, Atomat, Belge, Camet, Cemi, CISDI, Cordstrap, DANTAN, Data Engenharia, Ducon, Densit/Densyx, Direxa, Durag, Eirich, Evcomx, Fluke, Fosbel, Furnace Solutions, Gervasi, Hastec, Heidenhain, Heraeus Electro-Nite, Herkules Group, IMS, Industrial Scientific, Instron, Intelbras, IRF South America, JT & Partners, KMD, Koppern, Lumar Metals, Malvern Panalytical, Rijeza, Ringspann, Sage,  São Joaquim Laminação, SMS Mill Services, SNF, Solenis, Spraying Systems, Suncoke Energy, Terresis/Magna, Tmeic, Togni, TotalEnergies, Utis, Veolia, Vixteam, Waelzholz Brasmetal e Weir.