Notícias

7 de Julho de 2026

Por dentro das operações da Vale em Nova Lima: além das minas

Mineradora desenvolve projetos sociais, culturais, ambientais e esportivos na região

Fonte: Vale

Quem circula por Nova Lima sabe que a mineração faz parte da história, da paisagem e da rotina do município. Mas nem sempre é claro para a população o tamanho dessa presença. Considerando apenas as estruturas mantidas pela Vale na cidade, a cidade abriga 10 unidades ligadas à mineração: sete unidades operacionais, além da Mina de Águas Claras, que já teve suas atividades paralisadas, do Centro de Tecnologia de Ferrosos (CTF) e do escritório do Edifício Concórdia.

Monitoramento permanente das atividades

Um dos pontos que integram os bastidores das operações é o monitoramento ambiental. No Centro de Controle Ambiental (CCA), equipes acompanham indicadores ambientais 24 horas por dia nas regiões próximas às operações. 

A estrutura funciona como uma sala permanente de observação, voltada a identificar alterações, apoiar decisões operacionais e acompanhar medidas de controle relacionadas ao meio ambiente.

A presença da mineração em Nova Lima também convive com uma extensa área de conservação. São mais de cinco mil hectares de áreas verdes preservadas pela Vale no município, entre reservas legais, áreas de compensação ambiental e Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as RPPNs. Nesse conjunto estão a RPPN Mata do Jambreiro, com 912 hectares; o Monumento Natural Serra da Calçada, com 527 hectares; e o Monumento Natural Perdidas, com 289 hectares. Para Jorge Falrene, gerente de gestão física de imóveis não operacionais da Vale, essas áreas cumprem um papel que vai além da preservação da paisagem. “As áreas verdes preservadas ajudam a garantir abrigo para a fauna e a flora e a conservar a água. Na prática, isso significa mais equilíbrio ambiental e melhores condições para as comunidades ao redor”, afirma.

Parte desse território preservado está ganhando novos usos para a população, por meio Circuito Vale de Trilhas, desenvolvido em parceria com o Projeto Trilhas. A iniciativa prevê 180 quilômetros de trilhas tombadas, que estão sendo sinalizadas e adequadas para ampliar o acesso da comunidade a áreas verdes preservadas.

Projetos que aparecem no dia a dia dos bairros

A atuação da mineradora também chega a comunidades por meio de projetos sociais, culturais, ambientais e esportivos. Em Nova Lima, cerca de 6 mil pessoas são beneficiadas por iniciativas apoiadas pela Vale. Entre elas estão o Teia do Bem, o Espaço Social Transformar e a Associação Esportiva Bola de Fogo, que oferecem atividades complementares para crianças e adolescentes, como aulas de reforço, balé, judô, futebol, informática e música. Desde 2024, o Projeto Casa Oté, no bairro Jardim Canadá, também passou a integrar esse conjunto, com foco no fortalecimento e desenvolvimento de 15 instituições sociais da região por meio de intercâmbio, capacitações e mentorias. A lista inclui ainda os projetos Cãomer, Asas e Instituto Cresce, voltados à conscientização sobre o cuidado com os animais e com o meio ambiente.

No Jardim Canadá, o benefício aparece em histórias como a de Eduardo Fernandes Ribeiro Viana, participante do projeto Bom de Bola, Bom na Escola, da Associação Esportiva Bola de Fogo, apoiada pela Vale. Para ele, a experiência é motivo de alegria. “Eu fico feliz quando participo dos treinos e campeonatos com o Bola de Fogo. Faço parte há 4 anos e gosto muito", conta.

O futuro de uma mina que marcou a história da cidade

Entre as unidades da mineradora Vale em Nova Lima está a Mina de Águas Claras (MAC), que teve suas atividades encerradas em 2002. Quatro anos depois, com a incorporação da MBR, a Vale assumiu a gestão do território e a continuidade do processo de fechamento da mina.

Desde então, a área vem passando por um processo de recuperação ambiental, acompanhamento de estruturas geotécnicas e discussão sobre novos usos. O projeto MAC Uso Futuro propõe ressignificar o território a partir de premissas de sustentabilidade ambiental, social e econômica, com participação social e geração de valor compartilhado entre empresa e sociedade. A ideia é transformar a antiga área de mineração em um espaço de convivência, preservação e desenvolvimento sustentável. Dos mais de 1.900 hectares da MAC, cerca de 93% deverão ser destinados à conservação ambiental, protegendo ecossistemas nativos, fauna, flora e nascentes. Paralelamente, áreas específicas passam a receber iniciativas, parcerias e projetos que ampliam o acesso qualificado ao território e contribuem para a geração de valor compartilhado entre empresa e sociedade.

Esse processo é orientado pelo PAFEM, o Plano Ambiental de Fechamento de Mina, que define ações específicas para cada estrutura da MAC, com foco em estabilidade, segurança e integração com o meio ambiente e a comunidade. Em maio, foram concluídas as obras de descaracterização da barragem B7A. Com as intervenções, a estrutura deixou de acumular água ou sedimentos e, por isso, deixou de exercer a função de barragem.

Segundo Angélica Silva, gerente-Geral de Geotecnia da Vale, a entrega mostra o avanço das ações na MAC. “A descaracterização da barragem B7A, da MAC, é mais uma entrega que reforça o compromisso da Vale com a segurança das pessoas e do meio ambiente.”, destaca.

Em continuidade à descaracterização das estruturas na MAC, a Vale iniciou as obras na barragem B6, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2027. As obras buscam os mesmos objetivos da B7A de garantir que a estrutura deixe de exercer a função de barragem.

Na MAC, já foram concluídas as obras de descaracterização da barragem 8B e do dique auxiliar da barragem 5. As estruturas 7B e 5 MAC estão em fase de desenvolvimento de projeto. Até que as obras de descaracterização sejam concluídas, as barragens seguem inspecionadas regularmente e monitoradas 24 horas por dia pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG) da Vale.