ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração

Uso de aço inoxidável em tubulações de água reduz perdas com vazamentos

Aperam traz ao Brasil o secretário geral do ISSF para mostrar como o uso material reduziu vazamentos na Ásia.

Inox revoluciona distribuição de água tratada

Aperam traz ao Brasil John Rowe, secretário geral do International Stainless Steel Forum (ISSF), para mostrar como Tóquio e Seul reduziram drasticamente as perdas com vazamentos e intervenções de obras emergenciais após substituir materiais convencionais na tubulação de água por aço inoxidável

Uma solução ainda pouco divulgada transformou a distribuição de água tratada em importantes cidades na Ásia Oriental. Em Tóquio, no Japão, o aço inoxidável permitiu que os níveis de perda de água nas tubulações da cidade caíssem de 15,4% para 2,1%, após a substituição de 100% dos tubos de materiais convencionais por tubos de inox.

Para contar um pouco desta história e de outras cidades, e como o aço inoxidável está transformando a qualidade de vida no ambiente urbano, a Aperam South America, produtora integrada de aço inox com planta em Timóteo-MG, traz ao Brasil John Rowe, secretário geral do International Stainless Steel Forum (ISSF). O ISSF é uma entidade sem fins lucrativos, sediada em Bruxelas na Bélgica, responsável por iniciativas ligadas à indústria do aço inoxidável pelo mundo desde 1996. O executivo do ISSF estará presente na 29º Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan), às 16h no dia 18 de setembro em São Paulo. Antes, pela manhã, ele participa de um encontro técnico sobre o mesmo tema na AESabesp, Associação dos Engenheiros da Sabesp.

Em função das características do inox, a manutenção das redes de água e a necessidade de intervenções não programadas são as mínimas possíveis ao longo de décadas. Em Tóquio, estima-se que novas substituições devam ocorrer apenas 100 anos após as primeiras substituições. A mesma revolução está em andamento em Taipei e Seul. 

PROBLEMA GLOBAL

A perda hídrica causada por vazamentos nas tubulações de água tratada é um problema recorrente e crônico das cidades pelo mundo, independentemente do nível de desenvolvimento econômico de seus países. De acordo com estudos do ISSF, com base em informações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no ano de 2014 houve perdas que alcançaram 35%, como em Oslo, na Noruega; mais de 35% em Nápoles, Itália; 20% em Calgary, Canadá; e mais de 40%, na Cidade do México. 

No Brasil, a perda física de água das cem maiores cidades está próxima à média de 39,1%, conforme estudos do Instituto Trata Brasil a partir de informações de 2016 do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS). O total de perda física de água no Brasil equivale a 3,5 vezes a capacidade do Sistema Cantareira em São Paulo ou a 3.804 piscinas olímpicas cheias jogadas fora todos os dias e representam cerca de R$ 1,7 bilhão.

REVOLUÇÃO SILENCIOSA

“O aço inoxidável proporciona uma verdadeira revolução silenciosa na gestão pública de recursos hídricos”, diz Roberto Nardocci, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Aperam South America. “O inox gera ganhos de eficiência e de sustentabilidade ao longo de muitas décadas e está repleto de benefícios ambientais porque é altamente resistente ao desgaste, quimicamente inerte, ou seja, não reage ao contato de alimentos e bebidas, impede adesão de substâncias e bactérias, possui longa durabilidade e exige pouca manutenção”, afirma o executivo.

Para transportar água, a solução que se mostrou bem sucedida em Tóquio e Seul foi utilizar o aço inoxidável na forma de tubos e conexões em tubos corrugados. Esse tipo de material reduz a necessidade de juntas soldadas, o que minimiza o risco de vazamentos na tubulação. As corrugações ainda tornam os tubos mais fáceis de serem alocados, permitindo sua instalação e dobra em pontos de difícil acesso. 

Aliada um sistema de controle e gerenciamento das redes de distribuição e de respostas emergenciais rápidas, a gestão hídrica tende a promover resultados de grande impacto. Com as soluções de inox, os ganhos de longo prazo são claramente percebidos nas cidades orientais. De acordo com o ISSF, em 1987, Seul perdia 27,3% da água tratada. A taxa caiu para 2,5% em 2014, quando 90,6% da tubulação já era de aço inoxidável. Taipei fez as mudanças mais recentemente. As perdas de água tratada por vazamentos na tubulação caíram de 27% em 2005 para 16,7% em 2014, quando as substituições da tubulação por inox haviam alcançado apenas 35% da rede de distribuição.

Fonte: Assessoria de Imprensa Aperam 

 

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