Confira os resultados de Produção e Vendas do 4T25
O relatório foi divulgado na última terça-feira, 27 de janeiro
Fonte: Assessoria Vale
O relatório foi divulgado nesta terça-feira, 27 de janeiro, e abaixo você confere os principais destaques, além do relatório na íntegra.
A Vale apresentou fortes resultados operacionais em 2025 em todos os segmentos de negócios, superando os guidances de produção estabelecidos no início do ano. A produção de minério de ferro e cobre atingiu seu nível mais alto desde 2018, 336 Mt e 382 kt, respectivamente, e a produção de níquel foi a mais alta desde 2022, 177 kt, suportadas pelo ramp-up dos projetos chave e a contínua estabilidade operacional.
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Destaques
- A produção de minério de ferro totalizou 90,4 Mt no 4T, 6% (5,1 Mt) maior a/a, devido ao sólido desempenho de Brucutu e pelo contínuo ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. A produção de pelotas totalizou 8,3 Mt no 4T, 9% (0,8 Mt) menor a/a, refletindo as condições de mercado. As vendas de minério de ferro atingiram 84,9 Mt no 4T, 5% maiores (3,7 Mt) a/a, em linha com o maior volume de produção.
- A produção de cobre totalizou 108,1 kt no 4T, 6% (6,3 kt) maior a/a, o maior volume trimestral desde 2018. Esse aumento reflete a produção recorde histórica em Salobo e a performance operacional consistente em Sossego e nos ativos polimetálicos do Canadá.
- A produção de níquel totalizou 46,2 kt no 4T, 2% (0,7 kt) maior a/a, impulsionada pelo comissionamento bem-sucedido do 2º forno de Onça Puma e pelo ramp-up das minas subterrâneas de Voisey’s Bay.
Minério de ferro e pelotas
Sistema Norte: produção diminuiu 6,5 Mt a/a, totalizando 44,8 Mt no trimestre, impactado pela (i) disponibilidade de run-of-mine em Serra Norte, parcialmente compensada pelos efeitos positivos no plano de lavra em função dos ajustes no portfólio de produtos, e (ii) atividades de manutenção programadas no S11D. O S11D atingiu produção recorde de 86,0 Mt em 2025, devido às melhorias contínuas no desempenho operacional.
Sistema Sudeste: produção aumentou 4,4 Mt a/a, alcançando 23,9 Mt no trimestre, suportada pela maior disponibilidade de run-of-mine em Brucutu e pelo ramp-up do projeto Capanema, que atingiu 3,0 Mt no trimestre, em linha com o plano. O projeto Capanema deve atingir sua capacidade total no 2T26.
Sistema Sul: produção foi 4,6 Mt maior a/a, totalizando 13,5 Mt no trimestre, devido ao (i) melhor desempenho no Complexo Vargem Grande, suportado pelo ramp-up do projeto VGR1 e pelo sólido desempenho em Pico e (ii) melhor desempenho no Complexo Paraopeba, suportado pela maior produção em Fábrica e Mutuca.
Pelotas: produção foi 0,8 Mt menor a/a, refletindo os ajustes nos níveis de produção em resposta às condições atuais de mercado. O pellet feed, que seria utilizado como insumo nas plantas de pelotização, foi redirecionado para as vendas de finos de minério de ferro, otimizando a geração de valor no portfólio de produtos. A planta de pelotização de São Luís permaneceu em manutenção durante o trimestre, e a Vale avaliará o momento de uma possível retomada com base nas condições de mercado.
As vendas de minério de ferro totalizaram 84,9 Mt, 3,7 Mt maiores a/a, em linha com o aumento da produção.
O prêmio all-in atingiu US$ 0,9/t, menor US$ 1,2/t t/t, devido a uma menor contribuição de produtos de baixo teor de alumina, em decorrência dos prêmios de mercado mais baixos durante o trimestre. Diante das atuais condições de mercado e da flexibilidade de seu portfólio de produtos, a Vale continua priorizando a oferta de produtos de teor médio, como o novo Mid-grade Carajás, produtos blendados (BRBF) e produtos concentrados na China (PFC), com o objetivo de maximizar margem e a geração de valor.
O preço médio realizado de finos de minério de ferro foi de US$ 95,4/t, US$ 1,0/t maior t/t, devido aos maiores preços do minério de ferro. O preço médio realizado de pelotas aumentou em US$ 0,6/t t/t, totalizando US$ 131,4/t, também devido aos maiores preços do minério de ferro.
Cobre
Salobo: produção de cobre aumentou 4,0 kt a/a, alcançando 62,9 kt no trimestre, seu maior volume trimestral histórico, refletindo a estabilidade operacional do Complexo de Salobo e a manutenção do forte desempenho nas atividades de mina e usina.
Sossego: produção de cobre aumentou 0,5 kt a/a, alcançando 18,6 kt no 4T, suportada pela alta utilização dos ativos e operações estáveis.
Canadá: produção de cobre aumentou 1,8 kt a/a, alcançando 26,7 kt no trimestre, apoiada pela maior disponibilidade do moinho Clarabelle, que registrou seu melhor resultado desde o 1T21, e pelo aumento de produção em Voisey’s Bay. Adicionalmente, Sudbury entregou sua maior produção de minério desde 2016.
As vendas de cobre pagável¹ totalizaram 106,9 kt, 7,9 kt maiores a/a, refletindo principalmente o aumento na produção.
O preço médio realizado de cobre foi US$ 11.003/t, US$ 1.185/t acima t/t, impulsionado por preços mais altos na LME, menores descontos de TC/RC e o impacto favorável dos ajustes finais de preços no ambiente atual de precificação.
Os volumes de vendas são menores em comparação com os volumes de produção devido ao cobre pagável versus o cobre contido: parte do cobre contido nos concentrados é perdido no processo de fundição e refino, portanto as quantidades pagáveis de cobre são aproximadamente 3,5% menores do que os volumes contidos.
Níquel
Sudbury: a produção de níquel acabado de origem própria diminuiu 2,4 kt a/a, alcançando 8,2 kt no trimestre, devido a manutenção não programada do reator #3, com atividades preventivas em andamento no 1T.
Voisey’s Bay: a produção de níquel acabado de origem própria aumentou em 0,9 kt a/a, totalizando 7,4 kt no 4T, sustentada pela performance consistente das minas subterrâneas e pelo sólido desempenho da refinaria de Long Harbour.
Thompson: a produção de níquel acabado de origem própria diminuiu 1,5 kt a/a, totalizando 1,4 kt no trimestre, devido ao menor consumo na cadeia downstream, em Sudbury.
Onça Puma: a produção de níquel acabado de origem própria aumentou 5,2 kt a/a, totalizando 10,0 kt no 4T, com o 2º forno atingindo capacidade plena em novembro, encerrando o ano com o maior volume trimestral da história da operação.
As vendas de níquel totalizaram 49,6 kt no trimestre, 2,5 kt acima a/a. No trimestre, as vendas superaram a produção em 3,4 kt, revertendo o acúmulo de estoques do trimestre anterior por meio de uma redução planejada para atender a uma demanda mais forte.
O preço médio realizado de níquel foi US$ 15.015/t no trimestre, US$ 430/t abaixo t/t, acompanhando a redução de preços na LME.






