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    Técnica empregada em Marte é usada há 40 anos no Brasil

    O espectrômetro Mössbauer está funcionando perfeitamente. Foi um momento fantástico ver os dados obtidos a meio bilhao de quilômetros daqui. Faremos as mais precisas identificações da mineralogia ferrosa de Marte.

    Na ilustração, o módulo Möessbauer que será usado.


    Pequenas distâncias muito longe daqui

    Pousamos em Marte a aproximadamente 10 km do local planejado. Muito? Talvez sim para um robô que deverá andar um décimo desta distância, do início ao fim de sua missão. Mas se deve considerar que o pouso se deu a cerca de meio bilhão de quilômetros daqui!

    Na foto, a desolada paisagem da cratera Gusev.


    Você em Marte

    No sétimo dia da missão, acordamos o robô Spirit na cratera Gusev em Marte com um congo capixaba. A música foi irradiada para Marte às 8h45min da manhã em Gusev, 48 minutos da manhã de sábado em Vitória, dia 10 de janeiro de 2004.

    Na ilustração, o despertar do Spirit em Marte.


    Pousamos em Marte!

    Estamos de volta ao planeta vermelho! A noite de 3 a 4 de janeiro é um marco na exploracao espacial. A entrada na atmosfera, o pouso, e as primeiras imagens, foram melhores que a expectativa mais otimista.

    Na ilustração, a primeira imagem transmitida.


    Votos de uma feliz caipirinha marciana

    Às 3h35 da madrugada do dia 4 de janeiro, horário de Brasília, o robô Spirit estará pousando em Marte. Desde o lançamento do Cabo Canaveral, o Spirit navegou quase meio bilhão de quilômetros pelo espaço.

    Na ilustração, a proteção do robô no pouso.


    Por que enviamos os robôs ao planeta Marte?

    Não é possível levar o homem ao planeta vermelho e o trazer de volta com segurança. Se comparamos a viagem à Lua à travessia de uma piscina olímpica, uma ida a Marte equivaleria a nadar até a Austrália! Os robôs são nossos olhos e braços.

    Na ilustração, os olhos que usaremos em Marte.


    Seu filho e as estrelas

    A Nasa exige que seus pesquisadores dediquem pelo menos 5% do seu expediente em ações de educação e engajamento público. Nossos cientistas deixam os seus laboratórios e vão mostrar a importância do seu trabalho para os nossos estudantes? A maioria não.

    Na ilustração, a galáxia Centaurus A.


    O clima de Marte é um alerta para estudarmos

    A mais recente era glacial ocorreu em Marte há apenas entre 400 mil e 2,1 milhões de anos, muito pouco em termos geológicos. Marte (e a Terra) não são planetas "prontos" nem têm climas "estáveis". Mas as mudanças climáticas no vizinho vermelho são mais acentuadas que aqui na Terra.

    Na ilustração, um vale onde pode ter corrido água.


    Batendo ponto em Marte

    Todos os dias acordaremos o robô às 7 horas no local de pouso em Marte. É a partir deste horário que teremos luz suficiente para gerar energia nos seus painéis solares. O dia em Marte, chamado "sol", dura 24 horas e 40 minutos. Essa diferença obrigará uma ginástica do relógio biológico dos técnicos da missão, que terão de trabalhar no "horário marciano". Quase um horário de verão por dia.

    Na ilustração, o rover Spirit inicia uma manhã marciana.


    Alô alô marciano, aqui quem fala é da Terra

    Uma missão a Marte, como a Mars Exploration Rover da NASA, da qual participo, tem critérios objetivos que determinam se ela pode ser ou não declarada bem sucedida. Um destes critérios estabelecidos pela NASA requer que tenhamos não mais do que uma falha em três tentativas de contactar os robôs na superfície de Marte. Estabelecer contato com pequenos robôs em outro planeta requer a melhor tecnologia já criada pelo homem.

    Na ilustração, o satélite Odissey em órbita de Marte.


    O risco da contaminação biológica de Marte

    Perdemos a nave Nozomi da Agência de Exploração Aerospacial Japonesa. Este satélite foi planejado para ficar em órbita de Marte e realizar estudos meteorológicos. Como não deveria pousar no planeta, não se cuidou de esterilizar a nave, tal como os módulos enviados à superfície.

    Na ilustração, a nave japonesa Nozomi.


    Limpa isso bem, que é para viagem!

    As naves enviadas para Marte são tão limpas quanto instrumentos cirúrgicos prontos para o uso. A política de proteção planetária é coisa levada muito à sério. Ela determina, em resumo, que os diversos corpos do nosso Sistema Solar devem ser protegidos da vida terrestre.

    Na ilustração, técnicos trabalham com roupas protetoras.


    O vizinho árido e o brinde ao Litoral do Brasil

    Há bilhões de anos, Marte e Terra eram muito semelhantes. O que teria ocorrido na evolução destes planetas para que o nosso lar fosse rico em vida e nosso vizinho árido e deserto? A missão Mars Exploration Rover, cujo primeiro foguete foi lançado em junho de Cabo Canaveral, procura trazer um pouco mais de informações que nos permitam entender melhor, entre outras coisas, esta evolução.

    Na ilustração, os vizinhos do sistema solar.


    Por que os foguetes falham?

    Durante o projeto Apollo, o então chefe de segurança da Nasa, a agência espacial americana, afirmou: "A missão Apollo 8 contém 5,6 milhões de componentes. Mesmo que haja uma confiabilidade de 99,9% em cada item, podemos esperar 5 mil e 600 falhas!" Foguetes falham porque são complexos, muitos dos seus dispositivos são vitais e mesmo num vôo bem-sucedido ocorrem falhas.

    Na foto, o acidente da Base de Alcântara.


    Morte e vida vêm do espaço

    Além dos meteoritos, que mais poderá vir do espaço? Quando o satélite americano Skylab caiu na Austrália, em 1979, foram recuperados fragmentos pesando, juntos, quase duas toneladas. A estação russa Salyut 7 caiu na Argentina em fevereiro de 91. O satélite italiano Bepposax atingiu o oceano Pacífico. O perigo de novas quedas existe.

    Na foto, pedaço da nave Salyut na Argentina.


 
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Galeria de fotos - Imagens sobre a missão de exploração, da preparação e testes com o protótipo Fido (foto) até o solo marciano.


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