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Ibram incentiva mineradoras a aderirem autorregulação voltada à sustentabilidade do setor

O TSM - Towards Sustainable Mining foi desenvolvido pela Mining Association of Canada (Associação de Mineração do Canadá) e está em uso em oito países.

Grandes mineradoras podem ser as primeiras a aderir ao padrão internacional de sustentabilidade TSM – Towards Sustainable Mining até 2024. A estratégia para facilitar esta adesão está sendo definida pelo Ibram – Mineração do Brasil, instituição representativa de mineradoras responsáveis por mais de 85% da produção mineral brasileira. Em breve, ela será submetida ao Conselho Diretor da organização.

A proposta do Ibram é que essa adesão seja voluntária e significa um compromisso de aperfeiçoamento contínuo das práticas e indicadores de sustentabilidade empresarial para as mineradoras.

O TSM foi desenvolvido pela Mining Association of Canada (Associação de Mineração do Canadá) e está em uso em oito países, inclusive, na vizinha Argentina (desde 2016). É, na prática, uma iniciativa de autorregulação do setor mineral, já que vai além das exigências legais.

“A direção do Ibram vai apresentar esta recomendação ao Conselho Diretor e será o passo inicial para estimular diversas mineradoras Brasil afora a adotarem a metodologia do TSMBrasil – Rumo à Mineração Sustentável, originária do Canadá e adaptada para a realidade brasileira”, disse Flávio Penido, diretor-presidente do Ibram, ao participar ontem (25/11) da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2020). Ele disse que o Ibram, posteriormente, poderá prestar suporte técnico a mineradoras de menor porte para também adotarem o TSMBrasil.

Penido foi palestrante no painel ‘Implantação do TSM na América Latina’ do qual também participaram Ben Chalmers, vice-presidente sênior da Mining Association of Canada (MAC); Alberto Carlocchia, presidente da Cámara Argentina de Empresarios Mineros; e Alessandro Nepomuceno, diretor de Sustentabilidade da Kinross Brasil.

A adesão ao TSMBrasil é uma das respostas que o setor mineral apresenta à sociedade após o rompimento de duas barragens de rejeitos minerais. Esses rompimentos, lembrou Flávio Penido em sua fala, geraram cobranças por parte da sociedade por mais segurança e responsabilidade por parte das empresas.

O TSMBrasil, combinado ao cumprimento das metas estabelecidas na ‘Carta Compromisso do Ibram Perante a Sociedade’, na visão do Instituto, vão promover uma intensa transformação positiva no desempenho da mineração do Brasil em termos de sustentabilidade e segurança operacional.

Alberto Carlocchia contou que esse cenário tem sido notado na Argentina após implantação do TSM. “Melhorou a organização das empresas, o relacionamento com as pessoas, que passaram a reconhecer que há mais transparência em relação ao setor. Há províncias na Argentina que incorporaram o TSM na sua avaliação dos impactos ambientais de projetos apresentados. A sociedade passou a compreender a importância de se implantar programas como esse”, disse.

Ben Chalmers, da MAC, disse que em breve mais um país minerador irá anunciar adesão ao TSM que agora passa por uma atualização quanto aos procedimentos relacionados às mudanças climáticas. Ele informou que o TSM passa a ser adotado também no setor financeiro, principalmente, por investidores interessados em avaliar como as mineradoras exercem a gestão de rejeitos, com o objetivo de avaliarem futuros investimentos.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Ibram

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