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Commodities minerais devem ser impulsionados por obras de urbanização em países asiáticos

A avaliação partiu de especialistas em mineração que participaram de painel sobre o tema na Expo & Congresso Brasileiro de Mineração - Exposibram.

A previsão de recuperação econômica mundial após a pandemia deve conferir momento positivo para o mercado de commodities minerais, sobretudo, com a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais americanas e a sinalização positiva para investimentos em infraestrutura e urbanização da Ásia.

De acordo com especialistas em mineração que participaram de painel de debates na quarta-feira (25/11) na Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2020), o mercado deve conciliar as demandas dos próximos anos com responsabilidade socioambiental.

“Devemos continuar vendo uma demanda crescente de urbanização, o que é bastante positivo para o setor mineral. A Ásia ainda tem patamares bastante inferiores comparados ao resto do mundo. Então, é um fator positivo para os próximos anos”, considerou a vice-presidente sênior da Moody’s, Barbara Mattos. Ela participou do painel “Economia Mineral, Mercado de Commodities Minerais e as Principais Tendências Atuais para a Mineração”.

Também participaram o vice-presidente Latam de Pesquisa de Materiais Básicos da Goldman Sachs, Thiago Ojea; Víctor Rodríguez, consultor principal do CRU Group - empresa privada de inteligência de negócios; e Jones Belther, vice-presidente da Nexa Resources (moderador).

Bárbara Mattos reforçou que mercados relacionados à preservação do meio ambiente devem gerar demandas no mercado de commodities. Segundo ela, é possível considerar que o mercado de veículos automobilísticos elétricos, por exemplo, deve demandar cada vez mais matérias-primas, sobretudo, de origem metálica. “Tem um apelo mais ambiental. Adere muito bem às questões de emissões de carbono”, disse. 

Há também, segundo Thiago Ojea, um movimento classificado como “revanche da velha economia”, ou seja, um movimento que retoma investimentos para segmentos clássicos da economia, como a mineração e o agronegócio. “Estamos vendo investimentos massivos em questões de infraestrutura, inclusive, nos Estados Unidos. Lá, boa parte dos debates presidenciais foram sobre infraestrutura”, afirmou. 

Ojea pontuou também que há uma previsão de que o dólar deve enfraquecer nos próximos anos, devido à política fiscal de impressão de dinheiro adotada nos EUA. “Dado isso, acreditamos que vamos ter uma inflação maior e essa combinação de inflação alta e dólar mais fraco pode ser um sinal benéfico para o setor de commodities”, explicou.

Víctor Rodríguez, do CRU Group, entende que a estimativa é de que haja melhora da economia no período pós-pandemia, mas ainda há incertezas. “Como iremos nos comportar diante da segunda e (de uma eventual) terceira onda e como se manterá a dinâmica de recuperação econômica?”, questionou. Ele pontuou também que a ascensão de Joe Biden à presidência dos EUA deve ser analisada de acordo com os estímulos do presidente eleito à economia norte-americana. 

Desafios

Embora o momento mostre-se favorável e com boas previsões para o mercado de commodities, é possível pontuar alguns desafios, segundo Ojea. Sobretudo, por momentos que marcam instabilidades políticas na América Latina e, consequentemente, desconfiança no investidor. 

“Sabe-se que no Peru há uma instabilidade política muito grande; lá acabou de ocorrer um ‘impeachment’. Isso gera insegurança política. No Chile, o ambiente político é tão conturbado quanto; espera-se que uma nova constituição esteja em vigor em 2022”, analisou.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Ibram

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