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Pequenas distâncias muito longe daqui
Paulo Antônio de Souza Júnior
O local de pouso do rover Spirit, em 3 de janeiro, a cratera Gusev. Tem 150 quilômetros de diâmetro e fica próxima ao equador marciano.
Pousamos em Marte a aproximadamente 10 km do local
planejado. Muito? Talvez sim para um robô que deverá
andar um décimo desta distância, do início ao fim de sua missão. Mas se deve
considerar que o pouso se deu a cerca de meio bilhão de
quilômetros daqui!
Para localizar a posição em que o robô pousou são
necessários dados de imagens do satélite Mars Global
Surveyor, das três imagens tiradas pelo robô a 1985 m,
1690 m e 1400 metros de altitude, instantes antes do
pouso e as imagens da geografia local: posição de
montanhas, crateras, localização em relação ao sol.
Todos estes dados estão sendo confrontados, modelos do
terreno estão sendo estabelecidos.
Este robô foi preparado para uma maratona, e não para
100 metros rasos. O recorde estabelecido até então são
104 metros em três meses. Esta marca foi estabelecida
pelo Sojourner em 1997.
Agora, os "turbinados"
Spirit e o Opportunity têm como meta andar, pelo menos
um deles, 300 metros, e juntos pelo menos 600 metros. E
teremos, estimamos, também três meses para
conseguirmos esta marca.
Ainda fico impressionado com o fato de conseguirmos
medir o tamanho das rochas em Marte e a distância que
o robô se encontra delas ou das montanhas ao
horizonte.
Quando fomos registrar as imagens, saí do
prédio 264 no JPL e fui ver Marte com os próprios
olhos. Brilhando, lindo no céu claro e frio da
Califórnia. Era dia para o Spirit. Ele estava
brilhando também iluminado pelo Sol. Estava fazendo as
observações que havíamos acabado de pedir com a câmera
panorâmica. Horas depois as imagens estavam na tela do
meu laptop no JPL. Muitos depois, à sua disposição no
site da Nasa ou dos meios de comunicação pelo mundo.
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Galeria de fotos - Imagens sobre a missão de exploração, da preparação e testes com o protótipo Fido (foto) até o solo marciano.
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