A siderurgia ocupa um papel de destaque na economia brasileira. São 28 usinas, sendo 13 integradas (produção a partir do minério de ferro) e 15 semi-integradas (a partir do processo de ferro-gusa), administradas por dez grupos empresariais. O Brasil produz, em média, 33 milhões de toneladas/ano de aço bruto, exporta para mais de 100 países e contribuiu, em 2010, com saldo de US$ 337 milhões, o que representa 1,7% do saldo comercial do País. 
 
Em vista desse importante desempenho da siderurgia, que serve de alicerce para várias cadeias produtivas (automotiva, construção civil, bens de capital, etc.), foi desenvolvido o Estudo Prospectivo do Setor Siderúrgico 2010/2025 - EPSS, com a finalidade de fortalecer a competitividade e a sustentabilidade da siderurgia brasileira. 
 
O Estudo, iniciado em 2008, ficou a cargo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), e contou com o apoio do Instituto Aço Brasil (IABr) e de representantes de empresas do setor, do governo e da academia.
 
A primeira etapa resultou na criação do documento ‘Panorama do Setor Siderúrgico’, que apresenta ampla discussão sobre sustentabilidade e competitividade, estabelecendo o pano de fundo sobre o qual as análises da siderurgia nacional e mundial foram conduzidas. O próximo passo consistiu em identificar oportunidades e desafios para o futuro e, posteriormente, elaborar a construção sistematizada do mapa de gestão estratégica dos temas considerados mais relevantes para o fortalecimento do setor.
 
Os principais documentos produzidos pelo Estudo estão disponíveis para download nesta página. São eles:
 
• 'Siderurgia no Brasil’, que traz a síntese de todo o esforço do Estudo, fundamentando os conjuntos de principais diretrizes subsidiárias aos processos de tomada de decisão;
 
• 25 notas técnicas, sobre temas específicos, que trataram dos assuntos relevantes para a siderurgia;
 
• Dois relatórios propositivos – um com recomendações político-institucionais e outro acerca das inovações tecnológicas;
 
• ‘Panorama do Setor Siderúrgico’ documento com análises da siderurgia nacional e mundial.

Workshop

Para divulgar as propostas elencadas pelo EPSS e colher sugestões de ações para dar sequência ao projeto de fortalecimento da competitividade e sustentabilidade da siderurgia brasileira nos próximos 15 anos, a ABM realizou sete workshops, de julho de 2010 a julho de 2011, ocorridos durante seus principais eventos. 
 
As atividades evidenciaram o comprometimento dos atores que estiveram envolvidos no Estudo e estimularam novas participações de especialistas presentes nos eventos. Com os workshops, por meio de atividades de divulgação e validação da iniciativa, foi possível levar as ideias a um número maior de interessados.

Lançamento e validação
 
Os workshops realizados durante o 65° Congresso da ABM (2010) e 66° Congresso da ABM (2011) tiveram formatos diferenciados por se tratar do lançamento e encerramento/validação do projeto, respectivamente. Durante a mesa-redonda sobre ‘Inovação e Propriedade Intelectual’ na 65ª edição do Congresso, o professor José Carlos D’Abreu, da PUC/RJ, proferiu a palestra ‘Alternativas para a Concretização das Recomendações de Inovação e Tecnologia Elencadas no Estudo Prospectivo do Setor Siderúrgico - EPSS', nome dado a todos os workshops
 
Para isso, o modelo adotado incluiu palestras para apresentação de panorama do Estudo e dinâmicas de grupo para que as pessoas pudessem debater algumas recomendações e contribuir com potenciais propostas de projetos relacionados aos temas estudados e alinhados aos eventos da ABM (seminários de aciaria, laminação, automação, redução e de energia). 
 
Para os participantes dos workshops que não contaram com dinâmicas, a ABM disponibilizou a ‘Sala da Competitividade da Siderurgia Brasileira’, montada nos locais dos eventos, propiciando que os participantes pudessem conhecer todo o material gerado pelo EPSS, conversar com representante da Associação e sugerir novas ações relacionadas às recomendações do Estudo. 
 
Todas as contribuições recebidas – tanto durante os workshops quanto nas salas – foram apresentadas ao público e validadas.
 
Abaixo, você pode saber um pouco mais sobre cada workshop, conhecer as ações propostas pelos especialistas e, principalmente, dar sua contribuição relacionada a uma recomendação do EPSS. É importante lembrar que essas propostas ajudarão a ABM e o Instituto ABM a compor sua carteira de projetos.